Quando subi ao pódio nos Jogos Pan-Americanos de 2023, não era apenas uma medalha de bronze que eu carregava. Era uma conquista inédita para o Brasil na modalidade e o resultado de uma campanha olímpica iniciada aos 37 anos, muitas vezes sem técnico fixo e com recursos limitados.
Essa vitória é um marco. Ela veio depois do título de Campeã Pan-Americana em 2022 e solidificou o Brasil como uma força no kitefoil das Américas.
A rotina para chegar até aqui é invisível para muitos: são treinos de força pela manhã, horas na água à tarde e análise técnica de regatas à noite. Cada decisão, cada rajada de vento e cada manobra foram calculadas para nos levar àquele pódio.
Essa medalha não é minha; é do Brasil. É a prova de que, com disciplina, fé e coragem, podemos alcançar o topo. Ela representa a esperança e o sonho de inspirar outras pessoas a nunca desistirem, mesmo quando tudo parece impossível.


